Buscas por desaparecidos em prédio que desabou devem durar mais uma semana

Bombeiros localizaram restos mortais de três pessoas diferentes nos escombros do edifício do Largo do Paissandu.

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O trabalho de buscas por desaparecidos nos escombros do prédio Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, deve durar mais uma semana, de acordo com previsão do Corpo de Bombeiros.

Nesta quinta (10), os bombeiros entram no 10º dia de trabalho de buscas.

O capitão Luciano Almeida informou ao G1 que a estimativa é que trabalhos sejam concluídos até a próxima quinta-feira (17).

Oficialmente, seis pessoas estão desaparecidas.

A previsão inicial é de que os trabalhos prossigam até a próxima semana, no entanto, ele ressalta que o prazo pode mudar.

“A gente imagina que vai, pelo menos até semana que vem”, falou o capitão Almeida. “Mas é difícil [determinar uma data] devido à especificidade.

Porque não é um trabalho de remoção de escombro. Ele é um trabalho de busca e, durante a busca, retira o escombro”.

No final da noite desta quarta-feira (9), os bombeiros suspenderam as buscas por vítimas nos escombros do edifício que desabou após um grande incêndio há mais de uma semana.

Os trabalhos foram interrompidos depois de um cabo energizado ter sido encontrado no subsolo.

Bombeiros e funcionários da Eletropaulo passaram parte da madrugada estudando como remover ou cortar a energia do cabo de luz, que representaria risco à equipe de resgate.

O trabalho foi retomado por volta das 2 horas.

Restos mortais

Ainda na quarta, restos mortais de três pessoas diferentes foram achados na pilha de entulho do prédio que desabou.

São fragmentos de um adulto e duas crianças, segundo identificou o Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP-SP), pasta a qual o IML é vinculado, não foi possível identificar o sexo e a estatura das vítimas. Seis pessoas continuam desaparecidas.

Foram encontrados ossos da pélvis e vértebras.

Os remanescentes humanos foram achados com auxílio da cadela farejadora Vasti.

Os ossos estavam num terceiro local diferente de onde estavam os de restos Ricardo Pinheiro, a primeira vítima identificada, e os restos mortais encontrados na terça-feira (8).

Vivo

Também nesta quarta, mais cedo, a polícia informou que Artur Hector de Paula, de 45 anos, tido como desaparecido, foi encontrado vivo em outra cidade.

De acordo com o delegado seccional do Centro, Marco Antônio de Paula Santos, parentes que moram em Minas Gerais confirmaram que Artur está naquele estado.

A cidade onde ele está não foi informada.

Com a confirmação de que Artur está vivo, os bombeiros buscam agora seis pessoas nos escombros:

•Francisco Dantas, de 56 anos

•Selma Almeida da Silva, 40

•Werner, 10, filho de Selma

•Wendel, 10, filho de Selma

•Eva Barbosa Lima, 42

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