Campanha Outubro Rosa e a fé me curou

Karina Elisa Schweder de Lima, 50 anos, iniciou a menção ao Outubro Rosa com a campanha #afémecurou. A iniciativa busca chamar atenção nas redes sociais para o câncer de mama.

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outubro rosa-namidia-uiara zagolin- fotos Adriano Assis

Por Schaline Rudnitzki/Jornal Linha Popular

A empresária e colunista social Karina Elisa Schweder de Lima, 50 anos, iniciou neste mês em menção ao Outubro Rosa a campanha #afémecurou. A iniciativa busca chamar atenção nas redes sociais para o câncer de mama. Ela mesma mandou produzir 65 camisetas com a hastag bordada e com o apoio de uma rede de amigos tem divulgado a ação.

As camisetas não estão à venda, são presentes para pessoas próximas que a apoiaram e estiveram próximas nos últimos meses em que tem feito quimioterapia. O sucesso da #afémecurou surpreendeu Karina. A mensagem para ela é simples: previnam-se, cuidem-se. A descoberta do nódulo foi feita durante o banho, ao se ensaboar ela notou o caroço e procurou um médico.

O diagnóstico veio em dezembro de 2016, após três anos acompanhando a mama direita. O nódulo maligno foi retirado em fevereiro desse ano, a cirurgia tirou também parte da mama e 18 linfonodos dos quais seis já estavam comprometidos. Depois vieram as sessões de quimioterapia com dois ciclos – o primeiro chamado de “vermelhas” com quatro aplicações de 21 em 21 dias; o segundo, 12 “brancas” uma vez por semana. O próximo passo são trintas sessões de radioterapia.

A quimioterapia termina na próxima terça-feira (10) e ao encerrar essa etapa, os exames de ultrassom e sangue já mostram que a luta foi vencida. Vai ter festa e comemoração na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), no hospital Marieta Konder Bornhausen em Itajaí, onde Karina realiza o procedimento.

O ator Rafael Zulu e sua parceira na Dança dos famosos do Faustão Yanca Guimarães apoiam a causa. O ator e bailarina publicaram fotos no Instagram com as camisetas da campanha A Fé me Curou

Para Karina a fé que sempre teve é o motivo que a fez percorrer esse caminho com serenidade e sem se abater. “Eu ouço algumas pessoas dizerem, o câncer mudou minha forma de ver… Não, o câncer não me mudou em nada! Sou a mesma! A vida continua da mesma forma que sempre foi”, enfatiza. Para ela a doença pode ser resultado de várias combinações: genética, má alimentação, estresse, meios externos. Mas, não por culpa, castigo ou qualquer outro sentimento que a faça questionar por que ficou doente.

Alto astral

Durante o tratamento, a empresária conheceu muita gente e viveu experiências novas. Adotou a careca logo no início. Recebeu força e depoimento de muita gente. Ela define que estas mensagens viravam “energia” e podia sentir. Conta que amou raspar os cabelos. “É prático, é fresco. Adoro!”, afirma lembrando-se do dia em que cortou as madeixas loiras e enquanto a cabeleireira chorava, ela ria da situação. “Foi um ano de ânimo, por ter tido mais uma chance e vou fazer bom proveito dela”, define sobre essa experiência.

Seu bom humor contagia até os demais pacientes do Unacon e quem a acompanha nas redes sociais, pode notar que cada sessão de quimio também é um overposting (várias publicações seguidas) cheio de vibrações positivas. Agora ela espera que a mensagem #afémecurou alcance mais pessoas e sirva como meio de conscientização.

Créditos fotos: Adriano Assis

 

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