Domingo Eleitoral com Vestido da bandeira do Brasil

A estilista Marisa De Oliveira dá uma dica para este Domingo Eleitoral: Vestido em malha com a bandeira do Brasil em tamanho único.

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A estilista Marisa De Oliveira dá uma dica para este Domingo Eleitoral:

Vestido em malha com a bandeira do Brasil em tamanho único.

Detalhes:

Valor:  R$ 50,00 e R$ 20,00 de frete.
Encomendas pelo WhatsApp (21) 979292848 ou pelo Instagram by Marisa de Oliveira
Domingo Eleitoral com Vestido da bandeira do Brasil

Sobre a Estilista

A londrinense Marisa de Oliveira, de 49 anos, embarcou para a França com o pensamento de se tornar estilista. No avião, lembra que a coragem ficou no meio do caminho, mas após oito anos respirando o mesmo ar de Coco Chanel, Christian Dior, Jean-Paul Gaultier e Christian Lacroix conquistou reconhecimento internacional.

Cruzou mares e oceanos mais de uma vez, na carreira profissional, e se tornou especialista em moda africana.

Marisa conhece 27 países e fala seis idiomas, mas, quem conheceu a estudante do Colégio Benjamin Constant, ou a menina que morava na Vila Zanetti, um bairro espremido entre as vilas Nova, Recreio e o Buracão da Vila Portuguesa, dificilmente imaginaria aonde iria chegar.

Há cinco anos, Marisa mora no Rio de Janeiro com a filha francesa Lolita, de 16. Até deixar o medo pelo caminho, na primeira aventura pela França, e se tornar estilista, muita história aconteceu.

“A minha mãe era a costureira do bairro. Eu tinha, na época, uns 6 anos. Fazia vestidinhos para minha boneca com os retalhos, que caíam no chão. Vendia as produções para outras meninas, feitas com as sobras de tecidos que a mãe delas levavam para a minha mãe costurar. Organizava desfiles de moda com as bonecas”, lembra ela, em passagem por Londrina.

Domingo Eleitoral com Vestido da bandeira do Brasil

Carreira

O tempo passou e, aos 17 anos, entrou para o curso de História, na UEL. Mais uns anos à frente, vendeu um Fusca 69 para realizar o desfile que lhe renderia o dinheiro para embarcar no avião, cheia de medos, que a levaria ao mundo da moda, a França.

Sem falar uma palavra em francês, Marisa desembarcou na Universitè Sthendal de Grenoble, cidade universitária dos Alpes, para cursar estilismo.

“Morava na residência universitária. Viajei com apenas 100 dólares. Conheci uma brasileira, que me emprestava uma máquina de costura, mas foi ao conhecer um grupo de africanas que a minha vida começou a mudar”, conta a londrinense, acrescentando que houve uma semana em que tinha apenas uma batata para comer por dia, sendo que a última batata teve que repartir ao meio para ter o que comer no dia seguinte. Chegou a ter dificuldade para entregar encomendas porque não tinha dinheiro para comprar linha para terminar a casa de botões.

Marisa ressalta a importância da ajuda que recebeu do grupo de africanas. “Elas viram a minha dificuldade e começaram a me ensinar tudo sobre a moda da África. Me levaram às lojas, me ensinaram a reconhecer os tecidos, a importância que dão às roupas. Para se ter uma ideia, os tecidos não servem somente para se vestir. É peça de decoração. A comunidade africana me fez enxergar que eu era uma artista. Se não fosse ela, eu não seria a Marisa de Oliveira”, destaca.

Na França, Marisa se casou com um francês e decidiu voltar para Londrina, em 2001. Criou a marca Coquelicot. Até que chegou a hora de mudar de vida e de país, novamente. Desta vez, rumo às Ilhas Maurício, no Sudeste da Costa Africana, a cerca de 2 mil quilômetros do continente.

África

“Nunca tinha feito moda praia, mas, por ser brasileira, se encantaram com as minhas produções. Fiz uma linha infantil que, em apenas dois meses, vendeu 500 mil peças. Depois, trabalhei para uma empresa Nigeriana de Washington, que fazia moda plus size em seda. Com eles trabalhei quatro anos e mudei para a República dos Camarões, morando em uma aldeia africana”, conta a estilista.

 

A londrinense ressalta a importância dessa experiência na África, o que a tornou uma das poucas estilistas especializadas em moda africana que, curiosamente, não tem as estampas desenhadas por africanos, pois os tecidos são confeccionados, principalmente, na Holanda.

Desenhando para algumas marcas no Brasil, Marisa acompanha os movimentos da moda no País que, em sua opinião, em algumas décadas verá uma nova influência africana. A onda migratória de refugiados africanos para o Brasil está desenhando um novo contorno ao mundo fashion.

“Os primeiros africanos que chegaram ao Brasil influenciaram a música, a gastronomia, por exemplo, mas, esta nova leva de povos vêm com outras influências. Levará alguns anos para compreendermos o que representará, em especial na moda, a influência desses africanos que estão chegando no País”, afirma Marisa.

Fonte: Folha de Londrina, Londrina, PR
Imagens: Divulgação

 

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