RICARDO CRAVO ALBIN E CECÍLIA COSTA AUTOGRAFAM POR MAIS DE CINCO HORAS, EM LINDA FESTA NA URCA

A noite de 13 de novembro foi concorrida nos amplos espaços do Instituto Cultural Ricardo Cravo Albin, na Avenida São Sebastião, na Urca, quando foi realizado o lançamento do livro RICARDO CRAVO ALBIN- UMA VIDA EM IMAGEM E SOM.

A bela festa contou com as participações musicais especialíssimas de muitos artistas, destacando-se ícones da MPB como JOEL DO BANDOLIN, MARCIO GOMES, ELLEN DE LIMA, MARISA ALFAYA.

No exemplar autografado ao diretor presidente da LBV, JOSÉ DE PAIVA NETTO, encaminhado pelo assessor de imprensa LUIZ CARLOS LOURENÇO, o autor escreveu estas palavras

Para o querido Paiva Netto, admiração desde sempre e afeto permanente. Ricardo Cravo Albin,  Rio, 13.11.2018` , enquanto a autora da obra literária de 400 páginas, Cecília Costa dedicou ` Para José de Paiva Netto, diretor da LBV, com o carinho da Cecília`.

Lançamento do livro de Ricardo Cravo Albin na UrcaQuem chega ao antigo e modesto edifício no início da avenida São Sebastião, não imagina que depois de entrar num pequeno elevador com capacidade para duas pessoas e saltar no quarto andar, entrará num espaço de quase três mil metros quadrados, dividido em três pisos, com várias pequenas salas, um terraço e um surpreendente jardim, abaixo do Pão de Açúcar, com vista espetacular para a enseada de Botafogo.

Aí fica o importantíssimo e conhecido Instituto Cultural Cravo Albin, organização sem fins lucrativos, criada em 2001 para promover a cultura brasileira, especialmente a música.
O Instituto tem uma coleção de 60 mil discos (long plays em vinil, discos 78 rpm em goma laca e compactos), 2.000 fitas sonoras em rolo, 700 em cassete e cerca de 5.000 CDs, além de vídeos com depoimentos e programas musicais, partituras e fotografias.
Em um ambiente que lembra o de uma casa de família repleta de pertences de seus antepassados, há ainda uma espécie de mini museu, com instrumentos e peças de indumentárias de personalidades da música brasileira, quadros e objetos de artesanato.

No quarto e quinto andares, além das salas do acervo musical, fica a exposição permanente museológica.
Lançamento do livro de Ricardo Cravo Albin na Urca
Uma minuciosa instalação, que reproduz um estúdio de rádio dos anos 1930/40, inclui o microfone usado por Carmem Miranda na rádio Mayrink Veiga.
Aliás, uma das famosas sandálias de salto da cantora também está lá. Entre outros objetos, a sanfona de Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”, violão que foi de Cartola e chapéus de Tom Jobim e Pixinguinha também podem ser vistos e tocados.
Há também uma coleção de rádios de várias épocas.

Do terraço do quinto andar há uma ampla vista da praia da Urca e do prédio onde funcionou o icônico Cassino da Urca (que também foi a sede da TV Tupi e, depois de anos de abandono, foi transformado no Instituto Europeu do Design).
Nos fundos, uma espécie de passarela e escada de cimento leva o visitante a uma grande surpresa: um jardim, com a sombra de mangueiras de mais de 200 anos, com um mirante e pequena piscina oval, incrustado na pedra do Morro da Urca.
Lá, em meio a muitas plantas, em um platô, há uma construção -usada para saraus e exposições temporárias do Instituto, com fachada colonial, feita em 1962 com material de demolição.
Lançamento do livro de Ricardo Cravo Albin na Urca
A fachada é uma réplica da casa da mãe do bispo José Castelo Branco, Ana Teodoro, que entre 1731 e 1805 morou numa casa, onde hoje é a Biblioteca Nacional, na Cinelândia.
O espaço diante da casa ficou conhecido pelos brasileiros e os milhares de turistas que visitam o ICCA, como o Largo da Mãe do Bispo.

É em homenagem a essa figura influente do Rio colonial a placa que nomeia o platô “Largo da Mãe do Bispo”.

Fonte: Jornalista LUIZ CARLOS LOURENÇO

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