Reestreia “Um Passeio no Bosque”, do norte-americano Lee Blessing, reestreia dia 1º de fevereiro na SP Escola de Teatro.

Dirigido por Marcelo Lazzaratto, espetáculo traz no elenco Gustavo Merighi e Beto Bellini, que participou de uma bem-sucedida montagem do mesmo texto em 2000

Reestreia "Um Passeio no Bosque"
Foto Leekyung – kin

Na atual época de intolerância e violência vivida no Brasil, o espetáculo “Um Passeio no Bosque”, do autor norte-americano Lee Blessing, propõe a ideia de “desarmamento” entre os homens.

O espetáculo, que estreou no Espaço da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico em 2019, ganha uma nova temporada na SP Escola de Teatro, entre 1º e 17 de fevereiro.

O elenco é composto pelos atores Gustavo Merighi e Beto Bellini, que participou de uma montagem da mesma peça no começo dos anos 2000.

Na época Beto fazia o papel do personagem mais jovem e Emílio Di Biasi (vencedor do Prêmio Shell naquele ano) fazia o papel do mais velho. Nesta montagem Bellini tem a oportunidade de fazer o papel com o qual contracenava em 2000.

O mais velho dos diplomatas está mais propenso a uma relação sem formalidades e usa os mais variados recursos para vencer os obstáculos em seu caminho.

Já o jovem e menos experiente prefere o argumento direto e objetivo e um conhecimento menos íntimo e mais protocolar com o companheiro.

As grandes questões da política internacional – a guerra ou a paz – são tratadas permanentemente pelos dois diplomatas, frustrando a ambos, pois o poder prefere utilizar-se delas em seu próprio benefício e segundo as conveniências do momento.

É um texto da década de 1980, que discute a questão da Guerra Fria, do desarmamento nuclear. É impressionante como essa circunstância básica se mostra tão atual.

É claro que não temos mais a Guerra Fria, mas, devido à polarização tão crônica que estamos vivendo sem o menor esforço a peça dialoga com o contemporâneo, comenta o diretor Marcelo Lazzaratto.

SINOPSE

Num jogo emocionante e engraçado, um diplomata russo e outro americano encontram-se em um bosque na Suíça para discutir um tratado de desarmamento nuclear, em quatro cenas nas quatro estações do ano; verão, outono, inverno e primavera, nesta ordem.

O russo um velho e desencantado profissional que insiste em acordar uma amizade antes de qualquer acordo profissional.

O americano acredita piamente que pode salvar o mundo com seu plano e, por tanto, recusa a amizade, valorizando o profissionalismo.

Eles não conseguem salvar o mundo mas quase se tornam amigos. O encontro é um fracasso muito bem-sucedido… 

SERVIÇO

Reestreia “Um Passeio no Bosque”

Um Passeio no Bosque, de Lee Blessing

SP Escola de Teatro – Sala Hilda Hilst (8º Andar) – Praça Roosevelt, 210, República

Temporada: 1º a 17 de fevereiro

Às sextas e às segundas, às 21h; e aos sábados e domingos, às 19h

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada)

Classificação etária: 14 anos

Duração: 90 minutos

Informações: (11) 3775-8600

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Sobre Lee Blessing – autor

O premiado autor Lee Blessing nasceu em 1949, em Minneapolis, nos Estados Unidos e se formou na Universidade de Minnesota.

Ele ficou conhecido mundialmente pela premiada peça “Um Passeio no Bosque”, que ganhou montagens em vários países.

Entre os principais prêmios de sua carreira estão American College TheaterFestival Award, American Theater Critics Association Award, Humanitas Prize Award, entre outros , além de indicações para o Pulitzer e o Tony Award.

Outras peças escritas por Blessing são “Patient A”, “The Scotttish Play”, “Fortinbras”, “The Road that Leads Here”, “For the Loyal”, “CourtingHarry” e “When We Go Upon the Sea”.

Sobre Marcelo Lazzaratto – diretor

Ator e diretor, formado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA- USP). Professor doutor em Interpretação Teatral da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em 2000, cria a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico e assume a função de diretor artístico.

Recentemente, dirigiu os espetáculos “Fronteira”, de Carla Kinzo, com Tathiana Botth e Thaís Rossi; e “Comédias Furiosas”, com Daniel Dottori, Gláucia Libertini, Leonardo Cortez e Maurício de Barros; e reestreou como diretor a peça “Romeu e Julieta 80”, com Renato Borgui, Miriam Mehler e Carolina Fabri.

Realiza, entre outros, os espetáculos: “A Ilha Desconhecida”, adaptação da obra de José Saramago, “Loucura”; “A Hora em que Não Sabíamos Nada uns dos Outros”, de Peter Handke; “Amor de Improviso”; “Peça de Elevador”, de Cássio Pires; “Ponto Zero”, a partir da obra de Salinger, Kerouac e Godard; e “Eu Estava em Minha Casa e Esperava que a Chuva Chegasse”, de Jean-Luc Lagarce, “Do Jeito Que Você Gosta”, de William Shakespeare, “Ifigênia”, de Cássio Pires, “O Jardim das Cerejeiras”, de Anton Tchecov e “Sala dos Professores”, de Leonardo Cortez.

Fora da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, o diretor também tem um vasto repertório de espetáculos, como “A Tempestade”, de William Shakespeare, “Ricardo III”, de William Shakespeare, “Cartas Libanesas”, texto de José Eduardo Vendramini, o infantil “O Dragão de Fogo, Maldito Benefício”, de Leonardo Cortez, entre outras.

Marcelo pesquisa e desenvolve o sistema improvisacional e pressuposto estético Campo de Visão há 25 anos, tendo publicado o livro “Campo de Visão: exercício e linguagem cênica”, em 2011.

 

 

 

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