Sarampo: O que é? Como é transmitido? Quais formas de prevenção?

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Existem doenças que assolam a humanidade há muito tempo e que tem o potencial para serem mortais. O sarampo é uma delas. Esta é uma doença perigosa, que pode ter complicações sérias e pode até matar.

Esta doença tem registros de casos desde a época do Império Romano, e causou mortes maciças em vários momentos da história da humanidade em muitas regiões do globo.

Com os adventos da medicina moderna, a doença foi controlada, mas sua presença ainda é um fantasma em muitas regiões do mundo, e epidemias podem ocorrer se não forem tomadas as medidas necessárias.

Saiba mais sobre a transmissão de sarampo, quais seus sintomas e como se prevenir deste mal.

O que é e quais os sintomas

sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode contaminar adultos e crianças. Atualmente ela é mais comum em crianças, mas adultos também estão sujeitos em determinadas condições. Ela é causada por um vírus que é transmitido pelo ar.

O contágio se dá através da tosse e espirros das pessoas contaminadas, além de beijos ou qualquer oura forma de contato com as secreções e saliva de pessoas contaminadas.

Os sintomas se iniciam cerca de dez a doze dias após o contágio e normalmente duram entre sete a quatorze dias.

Inicialmente, os sintomas da doença são febre alta, muitas vezes superior a 40ºC, tosse, corrimento nasal, mal-estar, dor de garganta e olhos inflamados. Estes sintomas podem ser confundidos com os sintomas de uma virose ou uma gripe forte.

Posteriormente ocorrem pequenos pontos brancos no interior da boca o paciente, conhecidos como sinais de Koplik. Isso ocorre cerca de dois ou três dias após o início dos sintomas.

Entre três a cinco duas após o início dos sintomas, aparece uma mancha vermelha plana, que começa normalmente na face e se espalha pelo restante do corpo. Esta erupção cutânea é bastante incomoda e pode coçar.

Os sintomas também incluem aumento das secreções das vias aéreas superiores e produção de muco nos pulmões, além de faringite e boca inflamadas.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito atrás de exame clínico. O médico avalia o quadro geral do paciente e procura pelos sintomas.

Se houver um histórico de pelo menos três dias de febre alta e presença de pelos um dos três sintomas, tosse, coriza ou conjuntivite, já há motivo para suspeita de sarampo. As manchas brancas na boca podem ser decisivas para finalizar o diagnóstico.

Como o sarampo é altamente contagioso, existe um protocolo de notificação de casos exigido pelo Ministério da Saúde para evitar epidemias. Por isso, exames de sangue podem ser realizados para confirmar os casos suspeitos e direcionar os tratamentos e ações de saúde pública.

Tratamento

O tratamento é realizado através do controle e observação dos sintomas, já que não há um medicamento específico para o vírus. A febre deve ser controlada, bem como as infecções de garganta e a conjuntivite.

Os pacientes são isolados para evitar contaminação e recebem muito líquido para evitar desidratação, além de receber uma alimentação saudável.

Pode ser necessária a suplementação de vitamina A, já que muitos pacientes sofrem de deficiência nesta vitamina causada pelo sarampo. Também é indicado muito descanso.

Se não houver nenhuma complicação, a doença desaparece em cerca de 15 dias, mas o paciente precisa evitar aglomerações por 10 dias para evitar qualquer contágio.

Normalmente, quem pega a doença uma vez fica imune por toda a vida.

Complicações

Cerca de 30 a 40% dos casos de sarampo podem evoluir para complicações sérias, que debilitam muito a saúde do indivíduo. Estima-se que a morte ocorre entre 5 a 20% dos casos de complicações do sarampo.

As complicações mais comuns são a conjuntivite aguda e intensa, pneumonia e outras infecções respiratórias, infecções no ouvido e garganta, diarreia intensa e encefalite (inflamação cerebral).

Complicações do sarampo são mais comuns em crianças menores de cinco anos, adultos acima dos 20 anos ou pessoas com o sistema imunológico enfraquecido e que possam estar desnutridas.

Prevenção

Todas as pessoas estão suscetíveis o vírus do sarampo, e o vírus é extremamente contagioso. Estima-se que 90% das pessoas que ainda não possuam imunidade contra o vírus são contaminadas caso compartilhem o mesmo ambiente por algumas horas por dia.

prevenção do sarampo se dá através da vacinação. A vacina é completamente segura e altamente eficaz, não causando qualquer tipo de problema.

Vacinação

A vacinação deve ser feita em crianças desde a primeira infância, com a primeira dose administrada entre o primeiro e o segundo ano e a segunda dose entre os quatro e cinco anos. Podem ser administradas ainda doses de reforço para garantir a imunização.

Adultos que nunca foram vacinados também devem se prevenir, já que o risco de morte aumenta após os 20 anos.

A vacinação é fundamental para proteger a população de mortes decorrentes da doença. Graças a ela, os casos de transmissão de sarampo no mundo caíram mais de 70%. Vale ressaltar que a vacinação é eficiente mesmo depois que a doença tenha começado a se espalhar, pois pode reduzir o número de casos e de mortes.

No mundo, cerca de 85% das crianças são vacinadas. A meta da Organização Mundial da Saúde é chegar a 95%, mas o movimento antivacinação, as dificuldades de acesso a regiões remotas e conflitos podem fazer está com que esta meta não seja alcançada.

O Brasil tinha ganhado a certificação de país livre a doença pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2016. Isso significa que o vírus não tem circulação endêmica no país. Mas nem por isso o vírus deve ser subestimado.

A vacinação não pode ser desprezada como forma de prevenção do sarampo, pois ainda há vírus circulante em outras partes do mundo e os surtos podem acontecer de forma muito rápida e mortal. Em 2018, foram identificados alguns surtos com contágio relacionado à importação de vírus, especialmente da Venezuela.

Por isso, mantenha sempre as vacinas em dia, tanto para sarampo quanto para outras doenças. Esta é a melhor forma de evitar esta doença tão contagiosa e que tem potencial para matar.

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