Sexualidade da mulher com deficiência. Com mini documentário e ensaio fotográfico, campanha “Amor Fati” ressignifica a sexualidade da mulher com deficiência

Realizada pela plataforma “Meu Corpo é Real”, a campanha busca quebrar tabus, fornecer informações sobre o tema e dar visibilidade para o protagonismo da mulher com deficiência.

O projeto ‘Meu Corpo é Real’, iniciativa criada pela estilista e consultora de imagem Michele Simões, lança no dia Internacional da Pessoa com Deficiência (03/12) a campanha Amor Fati que reúne, a partir de um recorte sobre o tema, as experiências de seis mulheres com deficiência em um mini documentário e ensaio fotográfico.

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O objetivo da campanha, cujo nome significa “Amor ao destino” em latim, é quebrar o tabu acerca da vivência da sexualidade pelas pessoas com deficiência.

“Somos assexuadas para o mercado”, relata Bárbara Barros, uma das participantes da campanha.

Ao longo do mini documentário, cada uma das modelos relata sua relação com o sexo.

Para elas, o conceito de preliminares é diferente quando comparado ao que é cultuado pelo senso comum.

O despertar das sensações pode estar num gesto.

Para a atleta paralímpica que fez parte do casting da campanha, Jessica Messalli (31), o sexo começa no olhar, no toque nas costas, no cabelo.

Ela relata que o “contato sexual se torna muito mais amplo” no caso de uma mulher com deficiência, já que o espectro sensorial muda.

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Sexualidade da mulher com deficiência

Com predominância de tons rosas e amarelos, flores e poses delicadas, o ensaio fotográfico feito com lingeries foi conduzido de forma criteriosa para que as modelos tivessem lugar de fala sobre um assunto que nunca se conecta com as pessoas que têm alguma deficiência – a sexualidade.

Para Michele, idealizadora da campanha, a moda pode ser usada como uma ferramenta de comunicação e quebra de estereótipos.

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Ela explica: “optar pelo uso da lingerie nesse projeto foi o caminho para tornar visível o fato de que a mulher com deficiência também é sensual, atraente e possui um corpo que sente desejo e também se relaciona.

Quisemos muito transmitir no ensaio as especificidades e os questionamentos do ponto de vista de algumas mulheres com deficiência.

Combater a infantilização dessas pessoas e mostrar que também existe interseccionalidade na deficiência”.

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O mini documentário completo estará no site ‘Meu Corpo É Real’, Instagram ou Facebook, e foi realizado em parceria com a filmmaker Lívia Cadete, com produção dos recursos de acessibilidade realizada pela Sondery e seus parceiros.

Quem assina as fotos é o fotógrafo Dário Matos, a produção e styling são de competência de Isadora Diógenes.

A maquiagem ficou por conta de Taísa Lira e a codireção criativa e direção de arte é de Sofia Stipkovic.

As marcas parceiras são: Mundo Marcolina, Janiero Body of Colours e Intensify-me.

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