A atleta transgênero já venceu um concurso fitness e tenta manter o título no próximo domingo
Depois da diversidade sexual ganhar espaço no mundo da moda e da música, chegou a vez dos torneios de fisiculturismo. E quem está abrindo as portas é a atleta transexual Thaynna Dantas.
Com um corpo invejável, ela se apresentou e foi premiada no último dia 07 no WBBF, Campeonato Sulamericano  de Fisiculturismo em São Paulo. E embora não houvesse uma categoria para atletas trans, a musa marcou presença e ainda levou para casa um troféu.
Em junho deste ano, Thaynna foi a vencedora na categoria dela Style , e na disputar ganhou Overall  do concurso fitness X Angel Championship no Rio de Janeiro, e acendeu uma questão.
Por que uma trans não pode participar de um concurso fitness?”, questionou a modelo, pouco antes de participar e vencer.
E a atleta quer repetir o título. No próximo dia 15, ela competirá novamente. O torneio que acontecerá  no Grand Mercure no Rio de Janeiro .
A primeira musa fitness transexual do mundo já faz sucesso no Instagram, onde tem mais de 170 mil seguidores .
Transexualidade

Transexualidade refere-se à condição do indivíduo cuja identidade de gênero difere daquela designada no nascimento e que procura fazer a transição para o gênero oposto através de intervenção médica,[1] podendo ser redesignação sexual ou apenas feminilização/masculinização dependendo do gênero a ser transicionado (administração de hormônios e cirurgia de redesignação sexual).

França, onde a transexualidade deixou de ser considerada como transtorno mental em 2010, foi o primeiro país a tomar esta decisão.[2]Em 2013, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que iria retirar a transexualidade da lista de transtornos mentais da próxima edição de sua Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID)

O indivíduo transexual não deve ter o transtorno como sintoma de um distúrbio mental, tal como esquizofrenia, nem estar associado a qualquer condição intersexual, genética ou do cromossomo sexual[4] e à persistência do transtorno durante um longo período de tempo, que a OMS quantifica como no mínimo de dois anos.[4] Alguns consideram que as mudanças provocadas por tratamento hormonal, sem alterações cirúrgicas, são suficientes para qualificar o uso do termo transexual. Outros, especialmente agentes de saúde, acreditam que existe um conjunto de procedimentos, que engloba psicoterapia, hormonioterapia e cirurgia que devem ser seguidos de acordo cada caso e não de forma padronizada para todos.

O público em geral muitas vezes define “transexual” como alguém que fez ou planeja fazer uma cirurgia de “mudança de sexo”. Uma definição mais simples, utilizada por alguns autores, considera como transexual alguém que se identifica com o gênero oposto.[5] O termo corrente para definir mudanças de características sexuais é Cirurgia de Reatribuição Sexual – CRS (Sex Reassignment Surgery – SRS, em inglês), um termo que reflete a idéia de que as pessoas transexuais não estão “mudando de sexo”, mas corrigindo seus corpos. Entretanto, tem sido comumente aceito que o desejo de pertencer ao gênero oposto, ou a afirmação de que determinada pessoa é do gênero oposto ao gênero designado no nascimento, já é condição suficiente para alguém ser transexual. Em contraste, algumas pessoas transgêneros muitas vezes não se identificam como sendo ou querendo pertencer ao gênero oposto, mas como sendo ou querendo ser do gênero oposto.

Transexualidade (também conhecida como neurodiscordância de gênero) é um termo entre os comportamentos ou estados que abrigam o termo transgênero. Transgênero é considerado um termo guarda-chuva para pessoas que fogem dos papéis sociais de gênero. Entretanto muitas pessoas da comunidade transexual não se identificam como transgênero. Alguns vêem transgênero como descaracterização e não reconhecimento de suas identidades porque, para estes, o termo significa uma “quebra de papéis sociais de gênero”, quando de fato vêem a si mesmos como pertencendo a um papel de gênero diferente do que lhes foi designado no nascimento.

Pessoas transexuais são muitas vezes definidas como pertencentes à comunidade GLBTT ou queer e alguns se identificam dentro da comunidade; outros não, ou preferem não usar o termo. Deve ser ressaltado que a transexualidade não está associada ou é dependente da orientação sexualMulheres e homens transexuais exibem uma gama de orientações sexuais, da mesma forma que os cissexuais (não-transexuais). Eles sempre usam termos para sua orientação sexual que estejam relacionados com o gênero final. Por exemplo, alguém designado como do gênero masculino no nascimento, mas que se identifica a si como uma mulher e que é atraída tão somente por homens, irá identificar-se como heterossexual, não como gay; da mesma forma, alguém que foi designado como do sexo feminino no nascimento, se identifica como homem e prefere parceiros homens irá se identificar como gay, não como heterossexual.

Foto Divulgação/ VH Assessoria

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