Zuckerberg fala sobre o Facebook após escândalo

Durante sabatinas no Congresso americano, CEO do Facebook se esquivou de algumas perguntas. e prometeu uma resposta de sua equipe para assuntos como coleta de dados de não usuários, controle maior do uso de informações de crianças e explicações sobre a moderação de conteúdo na rede social.

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Durante sabatinas no Congresso americano, CEO do Facebook se esquivou de algumas perguntas.

Também, prometeu uma resposta de sua equipe para assuntos como coleta de dados de não usuários, controle maior do uso de informações de crianças e explicações sobre a moderação de conteúdo na rede social.

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook, enfrentou dois dias de sabatina no Congresso americano.

Mas, durante as cerca de dez horas em que ficou diante de senadores e deputados, não soube responder a todas as perguntas.

Vez ou outra disse: “Farei com que minha equipe responda”.

Zuckerberg não tinha respostas sobre temas muito específicos como, por exemplo, porque um anúncio publicitário específico de um candidato em Michigan, nos Estados Unidos, não foi aprovado.

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Mark Zuckerberg fala ao Senado sobre escândalo do vazamento de dados de 87 milhões de usuários REUTERS/Leah Millis

Mas também se esquivou de assuntos que exigiam um esforço maior da equipe para organizar as informações.

Ao prometer informações, a empresa de Zuckerberg se auto impôs uma série de tarefas que têm o potencial para lhe dar alguma dor de cabeça e, ao mesmo tempo, permitir o acesso a vários dados reveladores.

Zuckerberg não deixou claro, contudo, se os pedidos de esclarecimentos para os quais não tinha resposta vão ser encaminhados apenas para os congressistas ou se vão provocar mudanças reais na política de acesso e divulgação de dados da empresa.

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A BBC selecionou quatro assuntos que o CEO do Facebook book prometeu mudar/esclarecer na empresa.

1) Explicar como obtém dados dos “perfis sombra”

“O senhor disse que todo mundo controla seus próprios dados, mas estão sendo coletadas informações de pessoas que sequer estão no Facebook e de quem nunca deu autorização ou assinou um acordo de privacidade”, afirmou o congressista democrata Bem Lujan, do Novo México.

A forma como o Facebook reúne dados de não usuários, chamados de perfis sombra (shadow profiles, em inglês) sempre foi um mistério.

Zuckerberg disse que não conhecia essa nomenclatura – perfis sombra -, mas admitiu que, para “fins de segurança”, coleta informação sobre pessoas que não são registradas na plataforma.

Entre esses dados estariam o número de IP, localização e data e hora que pessoas tentam acessar páginas da rede social.

O chefe do Facebook prometeu compartilhar mais detalhes sobre os dados que coleta daqueles que não têm uma conta na rede social. Também ofereceu uma análise completa sobre o volume de dados obtidos.

2) Oferecer mais segurança à privacidade dos usuários

Criar uma nova legislação para proteger o máximo possível a privacidade dos usuários americanos de redes sociais pode ser um processo complicado, disse o democrata Frank Pallone (Nova Jersey) no segundo dia de depoimento de Zuckerberg no Congresso.

Para o parlamentar, o próprio Facebook deveria fazer com que suas configurações iniciais garantissem mais a privacidade dos usuários.

Pelo modelo atual, é preciso alterar essas configurações para limitar o acesso da página a algumas informações pessoais.

“Acho que você deveria se comprometer com isso”, disse Pallone.

Zuckerberg respondeu que a empresa tem feito uma série de mudanças nesse sentido, para reunir menos informações sobre seus usuários, mas ressalvou que esta é uma questão complexa. E concordou que voltaria a discuti-la.

3) Agir em relação ao viés dos algoritmos

“Há alguma diretriz para definir um viés (dos algoritmos)? E, antes de tudo, tem ciência se muita gente já observou e analisou esse viés?”, perguntou o republicano Steve Scalise, da Lousiana.

Quando a pergunta foi feita, uma confissão surpreendente já havia sido feita por Zuckerberg em relação à Cambridge Analytica – a consultoria britânica que coletou dados de usuários da rede social por meio de um teste online e os usou para fins políticos.

Mesmo sabendo que sua empresa cometeu grandes erros, ninguém foi demitido pelo escândalo envolvendo a consultoria.

Scalise tentou dar um passo além das acusações envolvendo a Cambridge Analytica.

Pediu que Zuckerberg esclarecesse que tipo de responsabilidade é atribuída aos que moderam o conteúdo no Facebook e se há algum algoritmo criado para filtrar certos pontos de vista políticos, ainda que sem o consentimento da companhia.

4) Criar normas específicas para proteger crianças

“Estamos deixando nossas crianças nas mãos dos mais agressivos predadores comerciais do país, que os exploram… é preciso impor algumas regras”, disse o democrata Ed Markey, de Massachusetts.

A idade mínima para poder usar o Facebook é 13 anos, sem contar o Messenger Kids, também do Facebook e que coleta os mesmos tipos de dados.

Markey defendeu que a legislação deveria proteger com regras mais rigorosas os usuários com idade entre 13 e 18 anos, ou talvez 21.

Zuckerberg disse que a ideia merecia muita discussão, mas talvez não uma nova lei. Prometeu pedir à sua equipe que “desenvolva detalhes”.

Fonte: G1 – Economia

 

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